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Problema técnico deixa serviço do Samu fora do ar em Porto Alegre
Alternativa para buscar atendimento é ligar para o 190 ou 191
O telefone 192 do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) está fora do ar. De acordo com Gustavo Laporte, um dos médicos plantonistas na noite deste domingo, a pane começou por volta das 20h. A Secretaria Municipal da Saúde informou apenas que problemas técnicos causaram a pane.
Para acionar o atendimento, a alternativa é ligar para o Corpo de Bombeiros, pelo 190, ou para a Polícia Rodoviária Federal, pelo 191, que farão o encaminhamento via rádio. Ainda não há previsão para reestabelecimento do serviço.
Tecnologia 100% nacional, Aeromovel chega à reta final em Porto Alegre
25/03/2013-
Transporte inovador, desenvolvido em São Leopoldo (RS), está prestes a ser implantado na capital gaúcha. Chegada do primeiro veículo e testes iniciais estão previstos para abril. Começo da operação comercial será no segundo semestre de 2013
Quem passa em frente ao Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, fica pelo menos curioso. Diante do terminal de passageiros, dezenas de pessoas trabalham em uma via de concreto, cuja altura varia de 4,5 a 9 metros. A estrutura chama atenção não só pela elevação, mas pelas curvas sinuosas presentes no trajeto. Os trabalhos ali estão na reta final.
Os trilhos estão sendo ajustados na via. No começo e no fim da linha, duas estações de 450 m², climatizadas e com portas automáticas, recebem os acabamentos. Os dois veículos que vão circular na estrutura - um para 150 passageiros e outro para 300 - foram fabricados em Três Rios, no interior do Rio de Janeiro. O menor chega a Porto Alegre em abril, para os primeiros testes, e o segundo em maio. Esse é o contexto da primeira linha comercial do Aeromovel no país. A previsão de início da operação é para o segundo semestre de 2013.
Fotos: Danilo Borges/Portal da Copa
Humberto Kasper, da Trensurb: aeromovel será "um braço do sistema de mobilidade"
Barco a vela invertido
O Aeromovel é um sistema automatizado de transporte de passageiros que se locomove em via elevada. Trata-se de um veículo leve sobre trilhos movimentado pelo ar gerado por ventiladores industriais, que controlam pressão, direção e velocidade do ar.
“O veículo tem uma placa de propulsão fixa no chassi do carro, que fica enclausurada dentro da via. Então, uma corrente de ar de baixa pressão e de alta vazão sopra o veículo empurrando ele pra frente ou succiona, trazendo o veículo de volta. O motor que gera a força de tração do sistema fica fora do veículo, deixando o veículo mais simples e mais leve possível”, explica Diego Abs, diretor de engenharia da Aeromovel Brasil S/A, empresa sediada em São Leopoldo, na região metropolitana de Porto Alegre.
“A roda e o trilho tem funções diferentes em relação ao transporte ferroviário. Eles são usados para uma espécie de rolamento linear e a propulsão é feita independente da roda. É um sistema de barco a vela invertido, em que o próprio duto da via é o túnel de vento. Ao invés de esperar o vento soprar, o vento é soprado através de ventiladores industriais, movidos a energia elétrica.”, acrescenta o gaúcho Oskar Coester, presidente da empresa e inventor da tecnologia.
Em Porto Alegre, o percurso do Aeromovel terá um quilômetro, fazendo a ligação direta entre a Estação Aeroporto, integrante do metrô da capital gaúcha , e o terminal 1 de passageiros do aeroporto Salgado Filho. A linha é de responsabilidade da Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre (Trensurb), vinculada ao Ministério das Cidades. A Trensurb adquiriu o pacote tecnológico do Aeromovel em agosto de 2010.
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“O Aeromovel será tratado como um braço da Trensurb do sistema principal. Ao comprar o bilhete da Trensurb, o usuário já estará dentro do sistema. Na Estação Aeroporto, ele fará uma transferência, já na área paga, e poderá ter acesso ao Aeromovel para chegar ao aeroporto, sem custo adicional. E o mesmo vale para o sentido oposto, basta adquirir o bilhete do metrô”, explica Humberto Kasper, diretor-presidente da Trensurb.
De acordo com Kasper, a decisão de implantar o Aeromovel foi baseada em vários fatores. “Em 2004, um parecer técnico do Ministério da Ciência e Tecnologia recomendou que o país investisse no desenvolvimento da tecnologia, 100% nacional. No relatório da CPI da crise do sistema de tráfego aéreo, foi recomendado que houvesse soluções para os aeroportos em termos de acesso por modos coletivos de transporte. Um plano de soluções foi produzido pelo Ministério das Cidades, que recomendou os testes com a tecnologia Aeromovel, sugerindo a criação da linha aqui em Porto Alegre”, diz.
Em dezembro de 2010, a Trensurb e a Infraero assinaram um termo de cooperação para implantação do sistema entre a estação do metrô e o aeroporto. A obra teve início em agosto de 2011, com investimento total de cerca de 38 milhões de reais, recursos do governo federal.
Sistema verde
A velocidade dos veículos do Aeromovel será de, no máximo, 65 km/h e o trajeto de um quilômetro vai ser percorrido em um minuto e meio. Como os veículos são leves e há uso de eletricidade, o consumo de energia e o impacto ambiental são reduzidos.
“É um sistema de tecnologia verde. A matriz energética é a eletricidade e como o consumo de energia é pequeno, você tem um baixo impacto ambiental. Além disso, não há emissão de poluentes gasosos e a emissão de ruídos é bastante reduzida. Os veículos pesam de três a cinco vezes menos que os de um sistema convencional de mesma capacidade”, explica Diego Abs.
Ele acrescenta que a expectativa de custo para o operador é de cerca de 1/3 de um sistema equivalente tradicional, já que os veículos do Aeromovel são simples, com poucas partes móveis. Além disso, todas as peças são encontradas no mercado nacional, desde as placas de fixação dos trilhos e emendas das borrachas, vindas de pequenas empresas de Porto Alegre, aos veículos, que foram produzidos no interior do Rio de Janeiro.
Outra vantagem é a versatilidade do sistema. “Ao invés de fazer realocações das passarelas, dos viadutos, das construções ao redor, pode-se inserir o Aeromovel pela malha urbana, minimizando ao máximo as desapropriações e realocações. Isso porque ele consegue fazer curvas bem acentuadas, de raios fechados e consegue vencer grandes aclives. Nenhum outro sistema sobre trilhos consegue, porque os veículos patinam. E o Aeromovel não tem esse problema de derrapar”, diz Diego Abs.
O Aeromovel, segundo o diretor de engenharia, também não oferece risco de abalroamento. Se por acaso um veículo tentar se aproximar enquanto outro trafega na via, ele explica, forma-se um colchão de ar entre as placas de propulsão, evitando a colisão dos veículos. Além disso, as placas de propulsão prendem o veículo firmemente na via diante de qualquer tendência de tombamento.
Divulgação
Comodidade
De acordo com a Trensurb, a expectativa é atender uma demanda de cerca de 10 mil pessoas por dia. São passageiros que costumam percorrer a pé a distância de um quilômetro entre o terminal 1 do aeroporto e a estação da Trensurb, uma parte pelas ruas e outra pela passarela.
Bastam alguns minutos na entrada da estação para ver repetidamente a cena de pessoas chegando com malas do aeroporto, cansadas. São esses os usuários que aguardam com ansiedade a implantação do Aeromovel.
“Vai facilitar muito para quem desembarca no aeroporto. A gente tem que dar uma pernada, é muito cansativo. Hoje mesmo nós chegamos de Salvador e viemos andando com duas malas pesadas”, diz a secretária Viviane Brito.
O representante comercial Jorge Augusto Germano concorda. Ele mora em São Leopoldo e usa o metrô regularmente para o acesso ao aeroporto. “Realmente é complicado fazer esse 1 km puxando bagagens pesadas, principalmente porque parte do piso não está muito boa e as rodinhas da mala já não funcionam direito. Esse novo transporte vai facilitar bastante” diz.
Copa: catalisador do projeto
A implantação do Aeromovel não está na Matriz de Responsabilidades da Copa do Mundo da FIFA 2014, mas o projeto é considerado fundamental para o Mundial. O fato de Porto Alegre sediar a competição foi um catalisador da realização da obra.
“Esse projeto teve o sinal verde do governo federal neste momento muito em razão da Copa do Mundo, para melhorar a acessibilidade do aeroporto para a Copa, para aproveitar esse momento importante e deixar um legado permanente para o país” diz Humberto Kasper.
Ele acredita que o Aeromovel poderá ser replicado no Brasil, por ter capacidade para transportar mais passageiros com múltiplas possibilidades de uso, inclusive para ligação de grandes centros industriais ou residenciais.
A expectativa de Diego Abs não é diferente. “Esse projeto operando comercialmente com sucesso servirá de demonstração da confiabilidade, da segurança, da competividade, da economicidade da tecnologia. A Copa vai ser muito importante para demonstrar para o resto do mundo que o Brasil consegue desenvolver soluções próprias e inovadoras para seus problemas e, quiçá, exportá-las para o mundo”, diz.
Koff, após o empate com o São Paulo, não revelou para qual clube o volante foi negociadoFoto: Adriana Franciosi
Após o empate em 1 a 1 com o São Paulo na noite desta quarta-feira, na Arena, o presidente do Grêmio, Fábio Koff, confirmou a venda do volante Fernando ao Shakhtar Donetsk — por R$ 36 milhões, sendo que R$ 13 milhões ficam com o clube — e a permanência do técnico Vanderlei Luxemburgo. Koff também indicou que as saídas de alguns jogadores durante o mês de maio tendem a aliviar a folha salarial, atualmente na casa dos R$ 6 milhões.
— Vendemos o Fernando agora e ele está voltando (da Seleção) — falou o presidente, antes de comentar alguns fatos que podem estar atrapalhando o time. — O Elano também está com lesão, uma série de fatores atrapalha para repetir a equipe. Se dá padrão, repetindo a escalação, não é culpa do treinador.
Em seguida, confirmou a permanência de Vanderlei Luxemburgo no cargo:
— Treinador todos somos, cada um tem uma opinião. Eu permaneço com a convicção de que o Luxemburgo dará ao Grêmio um título da nossa grandeza. Estamos fazendo uma equipe com atletas jovens para que a fotografia não mude para o ano que vem. Eu confio no trabalho do Luxemburgo, não há por que deixar de confiar — declarou. — Não é um ou outro resultado que me fará mudar de opinião. Permaneço com a convicçaõ de que o Luxemburgo é e continurá sendo o treinador do Grêmio — complementou.
Veja os principais momentos da entrevista de Fábio Koff: O resultado contra o São Paulo "O empate foi merecido. É um clássico. O local, pouco importa. O empate é o resultado mais lógico entre um jogo de equipe grandes. Gostei do segundo tempo, mas não gostei do primeiro. Achei que o placar foi justo, mas posso registrar algumas dúvidas, como uma falta no Zé que pareceu pênalti. A arbitragem foi normal, o erro foi democratizado."
Críticas ao treinador "Em cinco jogos, olhando pelos resultados, em 15 pontos o Grêmio tem oito. Jogando contra equipes grandes, melhorando um pouco, irá chegar na média de Libertadores ou título. O desempenho é razoável, o time tem sofrido alterações e não tem jogado com a mesma formação em razão de lesões e experiência. São 38 rodadas e só jogamos cinco. Não cabe essa crítica ao treinador."
Juventude x experiência "O padrão de jogo do segundo tempo é como queremos que o time jogue desde o início. Temos muito a crescer, temos o Riveros, em quem depositamos muitas expectativas. Estamos mostrando que estamos conseguindo equilibrar veteranos com a meninada."
Trabalho e folha salarial "Eu tenho participado do trabalho diário, tenho dedicado mais tempo ao futebol. O ambiente é muito bom , propício e adequado para que todos trabalhem em harmonia. Ele (Luxemburgo) tem o grupo na mão. Se criou, em torno da equipe do Grêmio, que não é uma equipe cara. Talvez seja a menor folha dos clubes grandes. Somos uma equipe com folha de pagamento compatível, para talvez fechar a folha com R$ 6 milhões."
Comparação com o passado "A equipe do Grêmio não era a mais cara nos anos 1980, era a que tinha a maior entrega e dedicação. Não estou preocupado se gasta mais, estou preocupado que essa equipe adquira um espírito de superação. Que um atleta lute pelo que está ao lado dele. Quando tivermos esse espírito, ninguém estará preocupado. Estamos trabalhando nesse sentido. A diferença de idade, às vezes, afasta os mais jovens dos mais experientes."
A Polícia Federal deflagrou, no começo da manhã de hoje, a
Operação Paralelo 31-S, com o objetivo de desarticular um
esquema de desvio de recursos em obras públicas. Estão sendo cumpridos 27
mandados de busca e apreensão em Bagé,
Arambaré, Porto Alegre,
Camaquã, Santa Maria, Viamão,
Cachoeirinha e Novo Hamburgo, além de dois no
Distrito Federal e dois em Tocantins.
As investigações começaram a partir de informações sobre irregularidades nas
obras da Barragem Arvorezinha. Quatro empresas gaúchas ligadas ao setor de
engenharia foram identificadas no esquema de fraudes em licitações e desvio de
recursos públicos, além de crimes ambientais e formação de quadrilha.
Além dessa obra, a Controladoria Regional da União no Rio Grande do Sul
auditou o Projeto de Irrigação da Costa Doce, em Arambaré. As duas obras têm
orçamento de R$ 134 milhões.
Nestes dois empreendimentos, a auditoria apontou diversas irregularidades,
como o superfaturamento de equipamentos e medições de serviços não executados.
Os prejuízos à União passariam de R$ 12 milhões.
Além dos mandados de busca, a Justiça Federal de Bagé também deferiu o pedido
de sequestro de bens e valores dos investigados, visando à futura reparação e
ressarcimento dos danos ao erário.
O Ministério Público Federal e a Advocacia-Geral da União já ingressaram com
Ação Civil Pública, visando o ressarcimento dos danos. Já foi determinado o
embargo das duas obras.
O nome da Operação é uma referência à latitude da cidade de Bagé, local onde
inicialmente se verificaram as irregularidades.
Cada vez que analiso, tenho convicção de que o treinador da seleção brasileira Luis Felipe Scollari, não convocou o melhor jogador em atividade no Brasil, Ronaldinho Gaúcho por acreditar que ele não seja necessário à seleção brasileira e sim por outros motivos. Ou seja, o critério técnico não foi o decisivo para deixar Ronaldinho de fora da Copa das Confederações! Sigam meu raciocínio:
Primeiro razão é que Felipão é teimoso, e assim sendo, naquilo em que toma decisões, dificilmente volta atrás. A chamada de capa do Jornal Agora de Rio Grande, datada de 03 de maio de 2013 não me deixa enganar:
"O meio-campista Kaká, do Real Madrid, rebateu o técnico Luiz Felipe Scolari e afirmou que pode jogar junto com Ronaldinho na seleção brasileira.
Na semana passada, Felipão afirmou que não deveria levar os dois atletas para a Copa das Confederações, que será realizada entre os dias 15 e 30 de junho."
Resultado: Felipão não convoca os dois citados jogadores.
Felipão ganhou uma Copa Libertadores da A,mérica, uma Copa do Brasil e um Campeonato Brasileiro pelo Grêmio Futebol Clube. É sem dúvida um dos maiores ídolos da torcida gremista. Até aí todos concordamos. Ele é muito respeitado pelos tricolores.
Ronaldinho Gaúcho, que atua como meia-atacante no Atlético Mineiro, -muito habilidoso e um jogador muito preciso em seus chutes e passes, além de ser considerado por muitos especialistas como o jogador mais talentoso de sua geração e do mundo o que não lhe garantiu um lugar na seleção de Felipão, protagonizou 2 grandes episódios que desiludiram e deixaram os torcedores gremistas muito chateados, para não dizer mais, quando desentendeu-se com as diretorias do Clube. Detalhe: Ronaldinho começou a jogar com Celso Roth, e foi convocado para a seleção de Vanderlei Luxemburgo no final de 1999. Mais tarde, acabou indo para o Paris Saint-Germain.
Os franceses - Paris Saint-Germain se atravessam na história do Grêmio
O Grêmio conseguiu segurar o jogador até o ano de 2001. Lembram que o Grêmio insistia em manter Ronaldinho no clube, fazendo questão de, inclusive, colocar uma faixa no Estádio Olímpico dizendo que o craque não estava à venda e sem o aval do clube, o jogador assina um pré-contrato às escondidas e parte para o Paris S.Germain sem o Grêmio obter qualquer contrapartida pelo seu passe, mesmo tendo dito que adoraria ficar no clube neste mesmo período em que já tinha assinado o pré-contrato com o Paris.
Tal disputa faz com que Ronaldinho seja visto como o maior responsável perante o clube e os torcedores, tendo-se iniciado uma longa batalha judicial entre o Grêmio e o clube francês, o que deixa Ronaldinho sem jogar durante meses, voltando a jogar só meses depois. Após a Copa do Mundo de 2002, tendo demonstrado o seu valor na cena internacional, não houve falta de interesse de grandes clubes pelo passe do jogador. Após várias propostas de clubes europeus, dentre eles estava o Manchester United, mas o clube que acabou ganhando a batalha para ter os seus serviços foi o Barcelona.
Depois desse histórico, caros leitores e amigos, pergunto:
Luis Felipe Scollari, escolheu outro jogador para ocupar a vaga no meio campo da seleção brasileira por qual motivo? Não me digam que é porque Ronaldinho gosta de sair do quarto de hotel na madrugada para ver as garotas...
Felipão fez carreira no Grêmio Futebol Clube. Ganhou 3 importantes títulos. Daí partiu para a seleção brasileira e agora retorna para a 2ª Copa, é claro que iria respeitar o Grêmio ainda mais jogando dentro da Arena, para ter o apoio dos torcedores gremistas.
Na hipótese de ele ter esquecido o que houve entre Ronaldinho o Grêmio e a torcida, imaginem se o dentuço vem para Porto Alegre, e marca um golaço e faz uma exibição das que sabemos que ele é capaz, com a camiseta amarelinha, o que aconteceria no novo estadio do Grêmio, a Arena? Ronaldinho seria ovacionado, e teria seu nome na boca dos torcedores gremistas novamente. Alguém se habilita a responder algo diferente? E a direção que não conseguiu trazer o "dentuço" de volta para o Grêmio?
Felipão estaria interferindo nessa louca história com uma "simples convocação".
O Rio Grande do Sul já possui, faltando pouco mais de um ano para a Copa do Mundo, a maior parte do aparato necessário para a área de Segurança Pública. Até setembro deste ano, todos os materiais e treinamentos previstos para o megaevento já estarão em funcionamento no Estado.
O Centro de Comando e Controle Integrado, estrutura prevista em todas as sedes da Copa deve iniciar a construção em cerca de 30 dias. O anúncio foi feito durante reunião do Governo do Estado com a Secretaria Extraordinária de Grandes Eventos (Sesge) - órgão vinculado ao Ministério da Justiça - realizada nesta quinta-feira (06), no Quartel General da Brigada Militar, em Porto Alegre.
"Temos feitos aquisições para todos os estados-sede da Copa, e aqui para o RS, podemos destacar o imageador térmico, armamentos não-letais, equipamentos antibomba, plataforma de observação elevadas, sala-cofre e centros de comando móveis", ressaltou o diretor de Logística e secretário substituto da Sesge, Clenio Belluco. Do conjunto de equipamentos previstos para o Estado, apenas os equipamentos antibomba, o Centro de Comando e Móvel e a Plataforma de Observação Elevada ainda não foram entregues. Os equipamentos de combate a bombas, que incluem um robô, serão entregues este mês. Os demais produtos serão entregues até setembro.
"A quantidade dos equipamentos e qualificação dos profissionais representa um salto de qualidade que há muito tempo não víamos na segurança pública do Estado. Com a Copa, temos hoje tecnologias de primeiro mundo, como é o caso do imageador térmico, por exemplo", enfatizou o coordenador da Assessoria da Copa da Secretaria de Segurança Pública, coronel Erlo Pietroski. Orçado em R$ 7,5 milhões, o imageador térmico está no Estado desde maio e os profissionais que irão operar o equipamento passam por treinamento. Apenas 110 equipamentos desta tecnologia foram produzidos no mundo e 12 ficarão no Brasil, incluindo o equipamento que está no Estado.
No total, no RS, serão investidos R$ 79 milhões do Governo Federal na preparação da segurança para a Copa. A estrutura do Centro de Comando Integrado e Controle, estrutura que funcionará no Estado nos próximos meses e reunirá todas as forças policiais 24 horas por dia terá sua ordem de início assinada em 30 dias. O espaço ficará localizado no prédio da Secretaria de Segurança Pública e terá três mil metros quadrados.
Ao falar dos indícios de irregularidades e desvios encontrados na Procempa, o prefeitoJosé Fortunati destacou na quarta-feira a confiança que tem na comissão destacada para vasculhar processos de compras, fluxos de caixa e pagamentos aprovados pela companhia.
O grupo aguarda o retorno do prefeito para entregar o relatório final, o que deve ocorrer no começo da semana. Fortunati disse que deseja que a Procempa mude seu perfil e atenda ao interesse público e não o de alguns. Por telefone, de Boston, Fortunati concedeu a seguinte entrevista a ZH. Confira os principais trechos:
Zero Hora — O senhor já tem uma ideia do valor aproximado do total de desvios na Procempa?
José Fortunati — Não. Estou há 10 dias fora e foi nesse momento que eles começaram a aprofundar. O que constataram: sumiço de processos, inclusive a orientação é fazer boletim de ocorrência na polícia, que é uma providência que vamos tomar a partir do momento que o relatório estiver pronto. Eles procuram e não encontram os processos, então, há realmente algo, no mínimo, muito estranho acontecendo.
ZH — O senhor já tem providências a anunciar?
Fortunati — Só podemos fazer isso depois de estar com o relatório oficial nas mãos. Como estou afastado, sou muito cauteloso enquanto não receber o resultado final. Tenho absoluta confiança no grupo de trabalho, são pessoas da minha mais inteira confiança, tenho certeza de que o resultado da inspeção especial vai nos apontar os problemas e mais que isso, pedi a eles que apresentem soluções para a gente resolver os problemas. Como gestor, não sou delegado, minha função é ver os problemas, combatê-los e buscar soluções. O grupo, além de apontar os problemas — que podem ser desde o sumiço de uma máquina de contar dinheiro —, também vai apontar o que fazer para que a gente possa dar dinâmica à Procempa para ela ser aquilo que todos nós desejamos, uma empresa pública voltada para o atendimento do interesse público.
ZH — O que está sendo apurado indica que haveria má gestão na empresa. O senhor pensa em trocar o comando da companhia?
Fortunati — Sobre isso prefiro opinar quando receber o relatório. Tenho, até hoje, o André Imar (Kulczynski, atual presidente da Procempa) em boa conta. Estou falando isso, obviamente, dando um voto de confiança neste momento. Vou aguardar o relatório, pois ele vai apontar qual o caminho a seguir em relação a procedimentos, em relação às pessoas, em relação ao que fazer com a Procempa para realmente dar um novo perfil à companhia, fazendo com que ela esteja voltada para atender ao interesse público e não ao interesse de alguns.
ZH — A comissão que o senhor criou tem sofrido ameaças na Procempa. O senhor tem conhecimento?
Fortunati — No início deste ano, a partir da reestruturação que fiz na Procempa, coloquei lá alguns nomes da minha inteira confiança. Esses nomes começaram a fazer o levantamento e a perceber que havia irregularidades. Quando isto foi percebido por pessoas de dentro da Procempa, eles começaram a receber ameaças. Eles me relataram. Eu disse que era extremamente grave. Instalamos um grupo de trabalho para fazer uma inspeção especial muito profunda, doa a quem doer, não interessa, quero transparências absoluta. Colocamos pessoal para fazer algo muito profundo, buscando todas as informações.
ZH — O grupo está conseguindo trabalhar neste clima?
Fortunati — Estou afastado há 10 dias. Mas posso garantir, pois tenho conversado muito com o Urbano (Schmitt, secretário municipal de Gestão), que é presidente do Conselho de Administração da Procempa, e ele está sendo uma espécie de meu porta-voz junto à comissão, posso atestar que o jogo está muito pesado, está muito pesado. Mas, ao mesmo tempo em que está pesado, tenho a tranquilidade de afirmar que isso em momento algum desviou a atenção da comissão.
ZH — É por causa dessas ameaças que o senhor falou em “quadrilha muito organizada” dentro da Procempa?
Fortunati — Exatamente. Percebe-se claramente que se fosse uma pessoa ou outra cometendo desvios, eles não passariam para pressão explícita como vem acontecendo em relação à comissão. Prefiro não usar quadrilha, vamos usar grupo organizado porque eu não gosto de fazer prejulgamento, não recebi o relatório ainda. Mas, certamente, há um grupo muito organizado que vai ter que dar explicações assim que eu receber o relatório.