segunda-feira, 9 de maio de 2016

Segundo reportagem, Google quer lançar em 2017 um serviço chamado YouTube Unplugged, que permitiria assistir a conteúdo de canais de TV pela Internet.

Mal chegamos na metade de 2016 e já parece que o futuro da televisão vai realmente decolar no ano que vem. Após rumores, e uma confirmação, de que o Hulu vai oferecer um pacote de transmissão de TV via streaming no começo de 2017, o Google parece estar se preparando para fazer a mesma coisa com o YouTube.
De acordo com a Bloomberg, o suposto novo serviço da gigante de buscas seria chamado de YouTube -Unplugged- e teria estreia prevista para o ano que vem.
O YouTube ainda precisa fechar muitos dos acordos para ter o conteúdo, afirma a reportagem. De qualquer forma, o site do Google já se reuniu com grandes emissoras, incluindo nomes como NBCUniversal, CBS e Fox, além da Viacom, responsável por canais como Comedy Central, MTV e VH1.
Ainda não está claro exatamente que tipo de serviço o YouTube pretende lançar em 2017. Uma esperança é oferecer um pacote mais básico com os canais principais e diversos outros especiais. A não ser que o Google consiga fechar acords inesperados, o Unplugged provavelmente terá algo parecido com a Sling TV, com conteúdos de canais como AMC, CNN, Disney Channel, ESPN, Fox, History Channel, TNT, entre outros.
O Unplugged seria o segundo serviço por assinatura do YouTube, chegando após o Red, que oferece uma experiência do YouTube livre de anúncios desde o fim de 2015

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Uso de celular ao volante é mais perigoso do que dirigir embriagado. No DF já é a 4ª infração em ocorrências perdendo apenas para excesso de veloc., avançar o sinal,e falta de cinto de segurança







A cada 10 minutos, uma pessoa é multada no Distrito Federal por usar o celular enquanto dirige. Quem cultiva o hábito nem sempre tem consciência do risco que corre. Digitar mensagem de texto ao volante aumenta em 23 vezes o risco de acidente. Quem faz uma simples chamada fica quase seis vezes mais exposto, conforme aponta um estudo do Departamento de Transportes dos Estados Unidos. 

O número de flagrantes nas vias da capital é considerado alto pelo Departamento de Trânsito (Detran). É consenso que boa parte dos motoristas escapa impune porque a multa depende exclusivamente da ação de agentes e o quadro desses profissionais é insuficiente para garantir fiscalização eficaz. “Eu falo sempre. Às vezes, saio de casa no Lago Sul e chego ao Tribunal de Justiça falando ao celular. Nunca bati o carro por conta disso”, admite um advogado, que preferiu não revelar o nome. Perguntado se já foi flagrado alguma vez, ele responde que não e sai sorrindo. 

Com o avanço da tecnologia móvel, as pessoas falam, enviam mensagens e consultam  a  internet. Para burlar a fiscalização,utilizam-se do  viva-voz ou usam o bluetooth, quando a voz de quem chama é enviada diretamente para o sistema de alto-falantes do veículo. Práticas que nem sequer estão previstas no código de trânsito, mas são tão ou mais graves que apenas conversar ao telefone.
Pesquisa da instituição inglesa RAC Foundation revela que 45% dos condutores ingleses usam o celular para enviar torpedos. O estudo identificou ainda que o envio de mensagens retarda o tempo de reação em 35%, percentual bem acima da demora provocada pelo álcool (12%) no organismo. Por isso, o hábito é tão perigoso. 

O agente de viagem Francisco Lucas Alves, 27 anos, reconhece o erro e concorda ser arriscado usar o telefone móvel ao volante. A mulher dele, a administradora Ana Paula Nogueira, 23, reprova a conduta do marido. “Não quero me esquivar da responsabilidade, mas, antes de pegar o celular, observo bem se o trânsito está viável. Mas que há o risco, isso não tenho dúvida. A gente lê nos jornais diariamente e acha que só acontece com os outros”, analisa. 

Na família de Francisco Lucas não falta exemplo das consequências da desatenção ao guiar um automóvel. “Meu irmão foi olhar uma mulher bonita na calçada e colidiu com o carro da frente, que acertou outro veículo. O prejuízo foi de R$ 1,5 mil. Por sorte ninguém se feriu”, relata.

Segundos fatais
Quem insiste em fazer as duas coisas ao mesmo tempo, deve ficar atento aos fatos. A matemática, a física e a medicina já se dedicaram ao estudo desse comportamento e chegaram à mesma conclusão: é impossível ter a competência exigida ao volante falando ao telefone. Mestre em transportes e professor do curso de engenharia civil da Fundação Educacional Inaciana (FEI), de São Paulo, Creso de Franco Peixoto explica o que chama de tempos e perdas de tempos. 

Segundo o especialista, é consenso mundial que a pessoa demora 2,5 segundos para começar a frear diante de um imprevisto na rodovia, com o carro a 80km/h ou 100km/h. “É 1,5s para perceber o obstáculo inesperado e 1s para reagir”, explica. “Se a pessoa está na cidade, o tempo de reação é menor: 0,75s.” Os pesquisadores descobriram que o condutor leva 2s para digitar dois algarismos no celular. “Ela tira os olhos da via por 2s, acessa duas teclas, olha de novo para a pista e, assim sucessivamente”, relata Peixoto. 

E para quem argumenta que apenas checa quem está ligando, uma outra pesquisa da FEI calculou o tempo necessário para o motorista pegar o telefone — no banco do passageiro — e ler o número de quem está chamando. Os estudiosos descobriram que são necessários 4,5s. “O tempo é cinco vezes maior do que o necessário para você ver o obstáculo e reagir a ele para evitar uma colisão ou um atropelamento na cidade que podem ser fatais”, destaca Peixoto.


Usar telefone celular ao volante agora é infração gravíssima e custa o valor de R$ 1.915,40 ao infringi-la.






A presidenta Dilma Rousseff sancionou uma série de alterações que endurecem as normas do Código de Trânsito Brasileiro. Entre as novidades, está a pena mais dura para os motoristas que costumam usar telefone celular ao volante. Segurar ou manusear o aparelho enquanto dirige passa a ser infração gravíssima.
Também foi criada uma infração específica para aqueles que se recusarem a se submeter a teste, exame clínico, perícia ou outro procedimento que permita certificar a influência de álcool ou outra substância. A multa, nesses casos, será de R$ 1.915,40 e, em caso de reincidência no período de 12 meses, a penalidade será aplicada em dobro.
O texto prevê que a responsabilidade pela instalação da sinalização nas vias internas pertencentes aos condomínios constituídos por unidades autônomas e nas vias e áreas de estacionamento de estabelecimentos privados de uso coletivo é do proprietário. O descumprimento será punido com multa de R$ 81,35 a R$ 488,10, além das possíveis ações cíveis e penais.
Outro ponto da lei sancionada hoje determina que os veículos licenciados no exterior não poderão sair do território nacional sem o prévio pagamento das infrações de trânsito cometidas e o ressarcimento de danos que tiverem causado ao patrimônio público ou de particulares, independentemente da fase do processo administrativo ou judicial envolvendo a questão.
A nova redação prevê que o uso de qualquer veículo para, deliberadamente, interromper, restringir ou perturbar a circulação na via sem autorização do órgão ou entidade de trânsito com circunscrição será considerada infração gravíssima. Além da multa, a punição inclui a remoção do veículo e a suspensão do direito de dirigir por 12 meses.
O transporte pirata de passageiros também está sujeito a penalidades mais rígidas. A infração agora é considerada gravíssima, com multa R$1.149,24 e suspensão do direito de dirigir, além do recolhimento da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) do motorista flagrado.

Quer um bom motivo para não manusear o celular quando dirige?

A americana Liz Marks, de 20 anos, sofreu um terrível acidente de carro enquanto checava mensagens de texto no celular. Desde então, a vida da jovem se transformou numa luta pela sobrevivência. Junto com a mãe, ela, então, decidiu alertar outros motoristas sobre os riscos de usar o telefone enquanto dirigem.
 

“Eu pensei que nunca aconteceria comigo… mas eu estava completamente enganada”, diz Liz, que afirma ter sido viciada no celular, num vídeo gravado para o Departamento de Transportes e Segurança nas Rodovias Federais dos Estados Unidos.
Liz perdeu a visão de um olho, o olfato, parte da audição, não consegue chorar e tem problemas para dormir. Na campanha, diz que a pior parte é se sentir sozinha. A garota diz que era um modelo para  as outras meninas e muito popular no colégio, mas que hoje já não tem amigos.

quinta-feira, 5 de maio de 2016

WhatsApp ganhará suporte para arquivos ZIP e Caixa Postal para chamadas de Voz


Depois de ganhar a tão aguardada criptografia de ponta-a-ponta, os desenvolvedores do WhatsApp estão preparando algumas novidades para atualizações futuras. Em breve, o app deve ganhar compatibilidade com arquivos do formato ZIP e até uma caixa postal para chamadas não atendidas. Saiba detalhes acessando o tópico "futuras atualizações"


Futuras atualizações

Suporte para arquivos ZIP e correio de voz

Alguns vazamentos sugerem que o WhatsApp ganhará recursos adicionais para as chamadas de voz, que ainda são pouco utilizadas pelos usuários. A função Call Back permitirá que os usuários retornem chamadas já realizadas no WhatsApp sem a necessidade de abrir o app, talvez, com algum tipo de integração com o discador do telefone.
Além disso, as ligações poderão contar com o recurso de caixa postal (correio de voz), que permitirá ao usuário deixar uma mensagem gravada caso seu contato não atenda ou esteja com alguma chamada em andamento. Este recurso está previsto para o iOS primeiramente, assim como a opção de enviar um áudio para determinado contato mesmo que o usuário esteja em ligação (Record Voice Mail).

quarta-feira, 4 de maio de 2016

WhatsApp se diz decepcionado com bloqueio e recorre contra decisão







Bloqueio do WhatsApp deixa rastro de prejuízos pelo país


Tribunal de Sergipe cancela a suspensão do aplicativo, que voltou a funcionar após ter ficado fora do ar por 24 horas. Episódio reforça discussão sobre descompasso entre a legislação brasileira e o uso de tecnologias de ponta no país.    

 
O bloqueio do WhatsApp não durou as 72 horas determinadas pelo juiz Marcel Montalvão, de Lagarto (SE), mas a discussão sobre o descompasso entre a legislação brasileira e a operação de tecnologias globais no país mal começou. Ontem, os advogados do aplicativo entraram com um pedido de reconsideração e o desembargador do Tribunal de Justiça de Sergipe Ricardo Múcio Santana de Abreu Lima determinou que o serviço fosse liberado, revogando decisão do desembargador Cezário Siqueira Neto, que havia negado o recurso apresentado pelo Facebook, dono do WhatsApp. No início da tarde, a comunicação por meio do aplicativo foi restabelecida.

Em sua pagina na rede social, o dono do Facebook, Mark Zuckerberg, saudou a decisão e pediu  que os brasileiros batalhem para que o aplicativo não volte a ser bloqueado. Os executivos do WhatsApp Matt Steinfeld, diretor de Comunicação, Mark Kahn, advogado, e a brasileira Keyla Maggessy, gerente jurídica, que mora nos Estados Unidos, vieram ao país para tentar esclarecer o imbróglio com a Justiça. Eles admitiram que faltou uma comunicação mais efetiva da empresa. “Talvez a gente não tenha feito um bom trabalho ao explicar que o aplicativo não armazena mensagens, que são criptografadas. Nosso objetivo não é frustrar a lei, mas proteger as informações dos usuários”, disse Kahn.

Indagado se o WhatsApp tem como provar para a Justiça brasileira que realmente não tem as mensagens armazenadas ou como desvendar a criptografia, Steinfeld afirmou que vários especialistas em segurança já comprovaram isso e que essas informações são públicas. “Estamos colocando nossa equipe à disposição, abrimos um canal importante de diálogo. Não temos a intenção de abandonar o mercado. Os brasileiros estão inovando com o uso do WhatsApp. Há hotline (linha direta) com a polícia. A própria Justiça usa com eficácia”, afirmou.

De 1 bilhão de usuários no mundo, 100 milhões são brasileiros, uma fatia importante de 10%, emendou Kahn. Os executivos também conversaram com parlamentares sobre o Marco Civil da Internet, mas não ficaram seguros de que não haverá mais bloqueios. “Impossível dizer”, lamentaram.

Para o advogado Adriano Mendes, especialista em direito digital e sócio-fundador do escritório Assis e Mendes Advogados, o assunto precisa ser mais debatido. “O Brasil criou leis para regulamentar serviços prestados por empresas globais. Mas o mundo foi para um lado e o Marco Civil  para outro. No caso do WhatsApp, houve uma retaliação. Como a companhia não deu ao juiz o que ele pediu, o magistrado multou, prendeu e, agora, usou o Marco Civil para suspender o aplicativo”, disse.

Soberania

Mendes explicou que o Brasil não quis assinar a Convenção de Budapeste, regulamentação internacional sobre compartilhamento de informações criminais, sob a justificativa de que não abriria mão da soberania nacional. “Mas aplica normas, usando as poucas ferramentas que tem, para tentar regulamentar os novos casos que envolvem tecnologia. O juiz de Sergipe tem argumentos frágeis e tomou uma medida desproporcional e desmedida. Essa decisão absurda é ruim para a imagem do país. A tecnologia é uma aliada da Justiça, e não ré”, opinou.

Apesar de durar pouco mais de 24 horas, o bloqueio em todo o Brasil elevou o volume de outros serviços oferecidos pelas empresas de telefonia em até 45%. Com mais chamadas interurbanas e envio de mensagens de texto, as operadoras tiveram um aumento de receita. Não à toa, desde que o WhatsApp passou a oferecer o serviço de ligação (VoIP), as operadoras atendem prontamente as determinações judiciais de bloqueio. “Antes, as próprias operadoras agiam para reverter os bloqueios. Agora, o WhatsApp é que precisa se mexer”, lembrou Mendes.

O WhatsApp voltou a funcionar gradativamente ontem, porém alguns usuários que utilizam o aplicativo como ferramenta de trabalho saíram prejudicados financeiramente com a paralisação. As vendas de mariscos e camarões do autônomo Márcio Capeloni, 48 anos, foram afetadas. Capeloni, que negocia o transporte dos produtos do estado do Pará para Brasília pela plataforma, acabou perdendo clientes com o bloqueio. “As minhas encomendas são combinadas através do WhatsApp. Tive que gastar dinheiro com ligações de longa distância para o prejuízo não ser maior”, afirmou.

Muitas vezes sem opção, os profissionais têm que suspender negociações e vendas por não terem condições de arcar com gastos de créditos para celular. “Eu trabalho com produtos de beleza. A venda é feita exclusivamente através do WhatsApp. Com essa paralisação, deixei de vender”, lamentou a vendedora Glauciane Rodrigues, 34 anos.

terça-feira, 3 de maio de 2016

Desembargador nega recurso e Whatsapp deve permanecer suspenso até quinta-feira dia 05/0 às 14hs.

Aplicativo segue bloqueado por 72 horas. Whatsapp teria se recusado a quebrar o sigilo de mensagens em investigação sobre tráfico de drogas.

 

A Justiça negou o recurso do Whatsapp e, para desespero de muita gente, o aplicativo se mantém bloqueado por 72 horas. O desembargador Cezário Siqueira Neto, de Sergipe, negou a liminar na madrugada desta terça-feira (3). O bloqueio recebeu muita crítica.
Nas ruas de todo o país, a opinião era uma só.
“Eu achei um absurdo principalmente vindo de uma outra cidade e se aplicar em um país inteiro. Eu não concordo não”, afirma o jornalista Luiz Carlos Teixeira.
“Hoje é o pior dia da minha vida! Quero fugir desse planeta”, desabafa uma adolescente.
Especialistas em Direito e Tecnologia também criticaram o bloqueio do Whatsapp.
“É uma decisão bastante desproporcional. Porque o juiz tem um caso concreto para julgar e ordenou a suspensão de um aplicativo que é utilizado por mais de 100 milhões de pessoas no Brasil com impacto para educação, para serviços de saúde, para economia e para comunicação de muitos brasileiros”, afirma Luiz Moncau, do Centro de Tecnologia da FGV-RJ.
A Anatel também considerou a medida desproporcional, porque prejudica todos as pessoas que usam o serviço.
O Whatsapp recorreu da decisão e disse que a medida pune mais de 100 milhões de brasileiros para "nos forçar a entregar informações que afirmamos repetidamente que nós não temos”.
Esse foi o segundo bloqueio do Whatsapp no Brasil. Em dezembro do ano passado, a Justiça de São Paulo determinou a suspensão do aplicativo, que ficou fora do ar por doze horas.
Dessa vez, a ordem veio do juiz Marcel Maia Montalvão, do município de Lagarto, em Sergipe
O juiz atendeu a um pedido da Polícia Federal. O Whatsapp teria se recusado a quebrar o sigilo de mensagens em uma investigação sobre tráfico de drogas que corre em segredo de Justiça.
Em março, o mesmo juiz mandou prender o vice-presidente do Facebook no Brasil, pela mesma razão. Depois, ele foi liberado. O Facebook é dono do aplicativo.
Para quem ficou na segunda-feira (2) sem o Whatsapp, o jeito foi recorrer a outros aplicativos de conversa e à boa e velha ligação telefônica.